Cheguei num daqueles momentos da vida que precisamos decidir entre nossas convicções e o nosso futuro: não deveria ser assim, mas preciso escolher entre um e outro, pois não fui capaz de encontrar uma solução que intergrasse as duas coisas. E como nada no universo acontece por acaso – já dizia Jung e seu inconsciente coletivo – estou lendo um livro do Sartre, chamado “A Idade da Razão”, que conta exatamente esta história.
Vou resumir só um pouco o conteúdo do livro para ficar mais inteligível o que escrevo: existe um homem, e este homem precisa dar um futuro a si mesmo, pois não tem nenhum. Porém, para conquistar este futuro, ele se vê frente a frente com a escolha: se continuar vivendo do jeito que vive, baseado em suas convicções (de mundo, das pessoas, da sociedade), ele será infeliz daquele momento em diante; por outro lado, para que exista uma possibilidade, mesmo que pequena, dele ser feliz, ele precisa abandonar estas convicções e traçar um plano B.
Eu me vejo assim nesse momento da minha vida: tenho minhas convicções, que foram conquistadas com muito sofrimento, e depois de sucessivas crises existenciais. Depois deste longo percurso, eis que começa um novo: descubro que muitas dessas convicções não vão me servir muito mais tempo, e precisarei escolher.
Resumindo, agora, o conteúdo da minha história, é mais ou menos assim: se mantenho a maneira como vejo e penso, provavelmente cairei na solidão – e já vivi uma solidão irreversível, e não quero voltar para lá; por outro lado, para não ficar sozinha, precisarei abandonar coisas em que acredito de todo o coração. Ainda estou elaborando tudo isso, mas sei que não quero ficar mais sozinha do que já fiquei na minha vida – pelo menos por enquanto esta é minha prioridade.
As conseqüências desta escolha são: eu me sentir um pouco menos eu, e um pouco mais clichê. Pensar que isso me agride tanto. Essa anulação faz parte da "Idade da Razão"? Acho totalmente irracional.
Vou resumir só um pouco o conteúdo do livro para ficar mais inteligível o que escrevo: existe um homem, e este homem precisa dar um futuro a si mesmo, pois não tem nenhum. Porém, para conquistar este futuro, ele se vê frente a frente com a escolha: se continuar vivendo do jeito que vive, baseado em suas convicções (de mundo, das pessoas, da sociedade), ele será infeliz daquele momento em diante; por outro lado, para que exista uma possibilidade, mesmo que pequena, dele ser feliz, ele precisa abandonar estas convicções e traçar um plano B.
Eu me vejo assim nesse momento da minha vida: tenho minhas convicções, que foram conquistadas com muito sofrimento, e depois de sucessivas crises existenciais. Depois deste longo percurso, eis que começa um novo: descubro que muitas dessas convicções não vão me servir muito mais tempo, e precisarei escolher.
Resumindo, agora, o conteúdo da minha história, é mais ou menos assim: se mantenho a maneira como vejo e penso, provavelmente cairei na solidão – e já vivi uma solidão irreversível, e não quero voltar para lá; por outro lado, para não ficar sozinha, precisarei abandonar coisas em que acredito de todo o coração. Ainda estou elaborando tudo isso, mas sei que não quero ficar mais sozinha do que já fiquei na minha vida – pelo menos por enquanto esta é minha prioridade.
As conseqüências desta escolha são: eu me sentir um pouco menos eu, e um pouco mais clichê. Pensar que isso me agride tanto. Essa anulação faz parte da "Idade da Razão"? Acho totalmente irracional.
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