"Cada minuto que passa é um milagre que não se repete." (Clarice)
É estranho pensar como certas coisas mudam com o tempo: a sensação não é mais a mesma, mas, se eu me recordo, sinto exatamente igual. Como se eu não me esquecesse nunca de coisas que já sofri para não deixar de valorizar o não-sofrer. Quando ouço essa música - memória auditiva - a sensação é a mesma: como se eu pudesse ser o que eu era antes, mas não em tempo real. Meio esquisito. Não quero esquecer de certas coisas que já vivi, muito incômodas e difíceis, mas se lembro - re-sinto com intensidade demais, e não quero mais esses sentimentos para mim. O que importa é que agora eu encontrei o lugar ao qual pertenço: é verdade que ainda há espaços que preciso conquistar, mas nos últimos tempos já me descobri e me reconheci bastante. Isso me alivia, porque a sensação de não-pertencer sempre foi presente demais. Fico feliz porque pecebo que estou aproveitando minha alegria mansa: me sinto mais leve e mais em paz - certas mudanças me pareceram perturbadoras no início, mas agora as considero abençoadas. A cada dia que passa noto mais quais são meus papéis, qual é meu espaço e ao que faço parte. Pelo menos não sou mais tão confusa e tão perdida. E ser um pouco perdida, sempre, faz parte de mim. Mas hoje não encontro bem as palavras, eu só sinto e quero que continue assim, no nível da sensação. Racionalizar tudo faz mal, quem dera o mundo fosse um pouco mais sensitivo. Quero permanecer com minha cabeça de vento durante um tempo mais.
Vou ficar pensando em como as histórias passadas ainda mexem comigo. São um presente que está indo embora, mas me pergunto por que ainda não foram totalmente? Falta algo a ser elaborado? Acho que falta digerir a idéia de que minha vida não é mais apática como era antes - eu nunca achei que isso fosse acontecer. De intensidades pesadas passo a ter intensidades perfumadas.
É estranho pensar como certas coisas mudam com o tempo: a sensação não é mais a mesma, mas, se eu me recordo, sinto exatamente igual. Como se eu não me esquecesse nunca de coisas que já sofri para não deixar de valorizar o não-sofrer. Quando ouço essa música - memória auditiva - a sensação é a mesma: como se eu pudesse ser o que eu era antes, mas não em tempo real. Meio esquisito. Não quero esquecer de certas coisas que já vivi, muito incômodas e difíceis, mas se lembro - re-sinto com intensidade demais, e não quero mais esses sentimentos para mim. O que importa é que agora eu encontrei o lugar ao qual pertenço: é verdade que ainda há espaços que preciso conquistar, mas nos últimos tempos já me descobri e me reconheci bastante. Isso me alivia, porque a sensação de não-pertencer sempre foi presente demais. Fico feliz porque pecebo que estou aproveitando minha alegria mansa: me sinto mais leve e mais em paz - certas mudanças me pareceram perturbadoras no início, mas agora as considero abençoadas. A cada dia que passa noto mais quais são meus papéis, qual é meu espaço e ao que faço parte. Pelo menos não sou mais tão confusa e tão perdida. E ser um pouco perdida, sempre, faz parte de mim. Mas hoje não encontro bem as palavras, eu só sinto e quero que continue assim, no nível da sensação. Racionalizar tudo faz mal, quem dera o mundo fosse um pouco mais sensitivo. Quero permanecer com minha cabeça de vento durante um tempo mais.
Vou ficar pensando em como as histórias passadas ainda mexem comigo. São um presente que está indo embora, mas me pergunto por que ainda não foram totalmente? Falta algo a ser elaborado? Acho que falta digerir a idéia de que minha vida não é mais apática como era antes - eu nunca achei que isso fosse acontecer. De intensidades pesadas passo a ter intensidades perfumadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário