quinta-feira, 3 de abril de 2008

27/11/2007

The End Is The Beginning Is The End
“The sewers belch me upThe heavens spit me outFrom ethers tragic I am born againAnd now I'm with you nowInside your world of wowTo move in desires made of deadly pretendsTill the end times beginIs it bright where you areHave the people changedDoes it make you happy you're so strangeAnd in your darkest hour, I hold secrets flameYou can watch the world devoured in it's pain StrangeClimb my ribcage toThe replays run for youUnhook my lights to peek behind the flashFor I am crystal chromeI am shatter domeI am kremlin king of angels avenged To destroy the endIs it bright where you areHave the people changedDoes it make you happy you're so strangeAnd in your darkest hour, I hold secrets flameYou can watch the world devoured in it's painThe zeppelins rain upon usThe guns of love disastrousA shadow lies amongst you To defy the future castIs it bright where you areHave the people changedDoes it make you happy you're so strangeAnd in your darkest hour, I hold secrets flameYou can watch the world devoured in it's painStrange Strange” Smashing Pumpkins

Destruir para reconstruir. Estou numa época de fins, um atrás do outro. Isso implica que estou numa fase de recomeços, que também virão um atrás do outro.

Término 1
Eu tenho um histórico de decisões corajosas, e estas decisões sempre são a separação daquilo que parecia insubstituível, ou a separação de situações que pareciam inevitáveis. Decisões sempre acompanhadas de muita surpresa daqueles que me cercam. Mas a coragem vem de perceber que preciso correr certos tipos de risco para ser feliz, e vem de notar que estou caindo no erro de tornar-me conformada, óbvia e amorfa demais. Não aceito situações (e pessoas) que me oprimem, e para ter minha certa dose de liberdade possuo muita coragem. Passei muito tempo, recentemente, elaborando e planejando o momento certo de me libertar: fui lá e fiz, a despeito do que pudesse acontecer comigo em um futuro próximo ou a opinião que certas pessoas poderiam ter. Eu sei o que se passa no meu coração, e quais são meus objetivos de vida. Isso basta para que seja capaz de realizar qualquer coisa que seja necessária para atingir um certo fim.
Hoje fico feliz por escrever sobre o meu alívio. Novamente, sou capaz de respirar e sorrir com o que sou de fato ao mundo. Uma libertação inicial da minha vida que propõe o máximo de libertação possível. E me recompenso com a perspectiva de não ter nenhuma perspectiva à minha frente: tudo eu posso viver, de bom e de não-bom, e eu vivo para ter esta sensação de nada-previsto. A vida é assim para mim: esta enorme chance, esta grande possibilidade, este enorme quadro em branco para eu desenhar o que eu quiser.
Não que eu não sinta medo – claro que sinto. Mas prefiro o medo do desconhecido ao tédio do que já conheço e não gosto.

Término 2
Este término tem mais a ver comigo: com todas as descobertas que fiz de mim, com a imensidão de imagens que eu possuía e nem imaginava. Penso que, em cinco anos, tanto que me latejava saiu, e às vezes saía de uma forma caótica e desordenada. Gastei alguma energia para controlar meus impulsos, assim como para descontrolá-los também. Quanta diferença nesse período, mal enxergo a minha vida antes disso.
Agora preciso rever este tempo. Gastei tanto dele com algo que nem sei se tenho alguma convicção. Mas muito eu aprendi sobre eu mesma: nada do que eu seria hoje teria acontecido se não fosse pelo tempo, por este tempo. Me lembro de quando tudo começou e de como a vida e o mundo eram maiores e mais assustadores – adquiri esta força, tanto quanto enfrentei minha dose de angústia. De qualquer forma, não me vejo sem ter passado por esta experiência, e isso é bom. Foi tudo um pouco estranho e dolorido, mas bom. E agora, chegando perto do último dia, tento me lembrar de como eu era no primeiro: tão pequena e tão estreita, contendo tanto esse ímpeto de liberdade que existe em mim. Guardo, enfim, este sentimento de engrandecimento e alargamento, e procuro me acostumar com minha nova imagem diante dos outros e de mim.
Muitos dizem que sentirão saudades das pessoas: eu não. Quem conheci só me fez perceber mais a inutilidade de certas coisas e a mediocridade de certas cabeças. Este foi o legado que me deixaram: o desprezo por algo que não quero para mim outra vez. (Obs.: Sis, óbvio que isso não é para vc, minha linda exceção! rs)

Término 3

Este é o mais difícil: porque é irreversível. Difícil lidar com algo que nunca mais retornará – o “nunca mais” sempre foi o que mais me perturbou. Difícil, inclusive, escrever sobre isso. Ouvi muito que “a morte é a única certeza que nós temos”, e não é? Faz parte da minha filosofia conviver com esta realidade. Isso não impede que seja doloroso quando esta mesma realidade vem de uma só vez ao meu encontro. Para mim está claro o quanto devemos aproveitar a vida, não penso mais nisso pois já adquiri meu ponto-de-vista. O que me pego pensando é: o que acontece depois conosco? Não acredito em nada, preciso criar a minha própria teoria. O que será que existe, o que será que existe, o que será que existe? Faço a pergunta, sabendo que talvez eu nunca encontre a resposta, quem sabe.
Não sei até que ponto me preocupo com as respostas, as verdades contidas nelas podem ser muito inconstantes. Não existe verdade absoluta, e acho bom que seja assim.

Me sinto muito grande por ter esses fins a elaborar: adoro isso de começar coisas novas. Há tanto na vida, e quero aproveitar o que for possível.

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