"Stay alone in my room Every moment passing too soon Watch the candles burn into the night Fall into a dream Wake up and everything´s the same
A second older but alone just like a child
If you just give me a sign To live and not to die
Then i could see a little light I could find some piece of mind
I don´t know where you are Maybe near or maybe far
I just need a little light
Hear a clock ticking On a life that could have meaning
If i could find the love light in your eyes
See a million people Everyone´s so lonely
But we don´t have to be alone tonight
Then i could see a little light I could find some piece of mind
I don´t know where you are Maybe near or maybe far
I just need a little light
Stay alone in my room Every moment passing too soon
Watch the candles burn into the night"
A dor não diminui nunca, não regride sequer um centímetro. Quando penso que talvez ela esteja me deixando - nem que seja por um momento curto - eis que a sinto novamente esmagando meu peito. O que me resta é encontrar meios de não tocar nesta dor, me preservando um pouco da destruição completa, e então adquiri esse torpor.Tenho duas opções, hoje: a dor imensa, ou o nada. Tenho escolhido o nada, com muita força de vontade, e lutado constantemente para continuar neste nada. Que vida medíocre, a minha: o máximo que consigo obter é nada. E pesar que já fui tão feliz.Olha a dor, vindo novamente, sem piedade. Até paro de escrever e procuro me distrair com qualquer banalidade.O pior vem na hora de dormir. Meu maior desejo, e meu pedido constante, tem sido dormir para nunca mais acordar. Não encontro propósito nenhum em continuar aqui: por quem, ou para quem? O rumo das coisas segue sem mim, e segue, principalmente, alheio aos meus desejos. E, quando durmo, desejo que eu pelo menos não sonhe, porque certamente verei teus olhos, e sentirei a dor vindo, mesmo dormindo. Porque ela vem sem dó. E, ao acordar, conforme minha mente vai se lembrando de tudo que está acontecendo, meu peito se espreme, meu coração seca e sinto como se nem alma tivesse.Estou oca. Um buraco enorme e ferido. Como dói. E continuo me sentindo muito só.Não há ninguém aqui, como sempre. Vai ver que eu estava certa quando dizia que meu destino é ser sozinha.Suspiro. E penso no quanto preciso de colo. E de ajuda.Até onde conseguirei ir?E por que eu deveria continuar?Não me lembro qual foi o último dia que não chorei. Faz parte da minha rotina, como checar e-mails, tomar banho, comer. Olha a dor chegando mais uma vez - sinto tanto medo. Estou assustadíssima. É pior do que morrer, viver assim, não é vida. Todos os dias eu peço por um milagre, um alívio, algo que me faça pelo menos menos infeliz. E eu queria poder ter um dia de descanso, um dia que eu não precisasse temer meu desmoronamento.Aconteceu comigo o que eu mais temia. E agora?