quinta-feira, 3 de abril de 2008

A Day Called Zero

"A day called zeroIs the day we'll all relaxMountains will tumbleWith a long and heavy thumpDust spreads on the skySo the sun will grow paleOil tanks tear openAnd the city livens upA day called zeroWill be such a busy dayWhistling marches?I'll hoover my past awayControlling a bulldozerI will improve my townStacking concrete slabsMe and you my plutoWill you be with me on that day?We'll be watching and smilingAt last it's overNothing stops us nowCome and enterMe let's multiplyOn a day called zero"
Björk


Gosto da idéia que as coisas começassem outra vez: quem sabe se eu pudesse reconstruir alguns absurdos que eu vejo acontecer. O meu problema, às vezes, é que eu gostaria de tomar conta do mundo - não por solidariedade, mas por egoísmo. Se eu tomasse conta, poderia estar um pouco mais a salvo, mais ilesa, mas protegida. Eu gosto que exista um caos, mas não gosto que seja em vão. E me parece que tudo é em vão. Prefiro pensar que tudo poderia começar outra vez, e não me importa que isso não seja possível de acontecer: ao menos quero ter o direito de divagar um pouco, em meio a situações tão concretas. Me parece que as pessoas perderam um pouco esse costume, o de sonhar de vez em quando.

Eu queria nunca perder a força em viver. É a única força que existe de fato no mundo e nas coisas, e é a única força capaz de me tirar de certas inércias. E a vida é tão rica e tão grande, não quero perdê-la nem banalisá-la. Quero somente: ser e viver. É o que me faz livre.

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