Nunca fui uma pessoa religiosa, e acho que nunca serei. A religião pode ser muito limitadora da capacidade de criar o mundo e criar um ser autêntico e pleno. Por outro lado, acredito em filosofias ou doutrinas de vida, que são mais filosóficos e concentuais, dando abertura para o pensamento e para a crítica. Assim, eu crio a minha filosofia, e alcanço o que eu determino que deva ser alcançado - no caso, o moksha.
O meu filme preferido é A Fonte da Vida. Lá está explicado tudo no que eu acredito, e tem as imagens que busco na minha vida. Ótimo não precisar descrever tudo.
Minha nova tatuagem e sua representação:
We meditate on the glory of the Creator
Who has created the Universe
Who is worthy of Worship
Who is the embodiment of Knowledge and Light
Who is the remover of all Sin and Ignorance M
ay He enlighten our Intellect.
om tat savitur vareNyaM
bhargo devasya dhîmahi
dhiyo yo nah prachodayât
"Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana. A palavra Gayatri é composta de duas palavras:Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.Trâyate =o que protege; o que concede a liberação."
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Empatia
Existem certas coisas que mexem muito comigo.
Faz tempo que venho pensando em empatia. Andei reparando que a falta dela é o que desencadeia uma série de outros comportamentos que comprometem o viver bem neste mundo. A começar que ter empatia significa uma ausência de si mesmo no entendimento dos problemas e sentimentos do outro. Claro que uma ausência total é impróvável e impossível, mas uma delicada ausência de julgamentos ou de conceitos faz a diferença no coração do outro.
Digo por experiência própria: ainda mais quando se é diferente e estrangeiro ao mundo.
Quando Harvey Milk diz no filme à multidão revoltada "I know you're angry", ele estava falando também comigo, por mais que eu estivesse fisicamente e cronológicamente distante daquela realidade. Eu sinto muita raiva quando as pessoas não são compreendidas, quando elas são julgadas e quando elas são conceituadas por aqueles que nem sequer fazem parte do mesmo mundo. Tive vontade de exercer meu lado ativista que sempre existiu, mas de uma forma tímida e meio sem objetos.
Pode-se resolver uma série de problemas apenas tendo empatia. Penso naquelas pessoas mal educadas, andando apressadas na rua, levando o que aparece pela frente, incapazes de dar um sorriso: se elas fossem capazes de serem empáticas, elas lembrariam que aqueles que elas ofendem gratuitamente na rua também vivem, como elas.
A empatia nos traz esse direito de sermos gentis, e esse poder de fazer o dia algo bom.
Mas, me parece que essa característica é algo muito evoluído, e que estamos muito distantes de conquistá-la.
Eu me acho assim estranha porque ninguém jamais conseguiu sentir empatia pelos meus problemas mais complicados, ou por não entender as minhas filosofias de vida. A esta altura do campeonato, a minha posição é: !
Faz tempo que venho pensando em empatia. Andei reparando que a falta dela é o que desencadeia uma série de outros comportamentos que comprometem o viver bem neste mundo. A começar que ter empatia significa uma ausência de si mesmo no entendimento dos problemas e sentimentos do outro. Claro que uma ausência total é impróvável e impossível, mas uma delicada ausência de julgamentos ou de conceitos faz a diferença no coração do outro.
Digo por experiência própria: ainda mais quando se é diferente e estrangeiro ao mundo.
Quando Harvey Milk diz no filme à multidão revoltada "I know you're angry", ele estava falando também comigo, por mais que eu estivesse fisicamente e cronológicamente distante daquela realidade. Eu sinto muita raiva quando as pessoas não são compreendidas, quando elas são julgadas e quando elas são conceituadas por aqueles que nem sequer fazem parte do mesmo mundo. Tive vontade de exercer meu lado ativista que sempre existiu, mas de uma forma tímida e meio sem objetos.
Pode-se resolver uma série de problemas apenas tendo empatia. Penso naquelas pessoas mal educadas, andando apressadas na rua, levando o que aparece pela frente, incapazes de dar um sorriso: se elas fossem capazes de serem empáticas, elas lembrariam que aqueles que elas ofendem gratuitamente na rua também vivem, como elas.
A empatia nos traz esse direito de sermos gentis, e esse poder de fazer o dia algo bom.
Mas, me parece que essa característica é algo muito evoluído, e que estamos muito distantes de conquistá-la.
Eu me acho assim estranha porque ninguém jamais conseguiu sentir empatia pelos meus problemas mais complicados, ou por não entender as minhas filosofias de vida. A esta altura do campeonato, a minha posição é: !
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Fitter Happier
Fitter, happier, more productive, comfortable, not drinking too much, regular exercise at the gym (3 days a week), getting on better with your associate employee contemporaries, at ease, eating well (no more microwave dinners and saturated fats), a patient better driver, a safer car (baby smiling in back seat), sleeping well (no bad dreams), no paranoia, careful to all animals (never washing spiders down the plughole), keep in contact with old friends (enjoy a drink now and then), will frequently check credit at (moral) bank (hole in the wall), favors for favors, fond but not in love, charity standing orders, on Sundays ring road supermarket (no killing moths or putting boiling water on the ants), car wash (also on Sundays), no longer afraid of the dark or midday shadows nothing so ridiculously teenage and desperate, nothing so childish - at a better pace, slower and more calculated, no chance of escape, now self-employed, concerned (but powerless), an empowered and informed member of society (pragmatism not idealism), will not cry in public, less chance of illness, tires that grip in the wet (shot of baby strapped in back seat), a good memory, still cries at a good film, still kisses with saliva, no longer empty and frantic like a cat tied to a stick, that's driven into frozen winter shit (the ability to laugh at weakness), calm, fitter, healthier and more productive a pig in a cage on antibiotics. Radiohead
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A bolha
Esqueci minha bolha em casa. Deveria tê-la trazido e me tornar invisível, pelo menos neste início de manhã. Minha bolha que é à prova de som, à prova de conversas inúteis, à prova deste mundo.
É sempre igual, os assuntos se repetem nesta sucessão interminável de vidas normais demais. Hoje não quero escutar essas conversas vazias, de gente mal-resolvida e comum. Não há nada de novo neste cotidiano.
Acho que esqueci as pessoas interessantes do mundo dentro da bolha, também. Eu deveria ter me esquecido lá, e ter me esquecido de acordar.
As manhãs são sempre muito difíceis, como se eu precisasse me descongelar, ou me refazer.
Tenho certeza de que você, meu amor, ficaria comigo lá. Somos parte da mesma matéria, afinal. Gostaria de vê-lo por aqui para me lembrar de que o autêntico existe.
Estou cansada de clichês.
É sempre igual, os assuntos se repetem nesta sucessão interminável de vidas normais demais. Hoje não quero escutar essas conversas vazias, de gente mal-resolvida e comum. Não há nada de novo neste cotidiano.
Acho que esqueci as pessoas interessantes do mundo dentro da bolha, também. Eu deveria ter me esquecido lá, e ter me esquecido de acordar.
As manhãs são sempre muito difíceis, como se eu precisasse me descongelar, ou me refazer.
Tenho certeza de que você, meu amor, ficaria comigo lá. Somos parte da mesma matéria, afinal. Gostaria de vê-lo por aqui para me lembrar de que o autêntico existe.
Estou cansada de clichês.
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