sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Um brinde!

Um brinde ao esquecimento dos pesares.
Um brinde ao esquecimento das frustrações.

Para, quem sabe, acreditar que a vida pode sim me trazer desejos.
E, ainda melhor, acreditar que tais desejos possam acontecer.
Para encontrar a energia de conseguir ir além da realidade. Porque não gosto dela.

Proponho um brinde ao fim do mundo. Onde seria abertamente aceito que se dançasse e se fosse quem gostaria de ser, e talvez eu descubra que já sou assim e apenas não exerço.

Um brinde ao esquecimento completo das minhas rejeições.
E também de todas as possibilidades que nunca foram e nem serão.

Quando não consigo comemorar nada, meu conforto está em ser assumidamente angustiada. É uma escolha, afinal de contas.
E me acredite quando digo que, dentro das escolhas possíveis, é a única que consigo.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Stand Inside Your Love

"You and me meant to be immutable, impossibleIt's destiny, pure lunacy, incalculable, insufferable (Inseparable) But for the last timeYou're everything that i want and asked forYou're all that i dreamWho wouldn't be the one you loveWho wouldn't stand inside Your love? Protected and the lover ofA pure soul and beautiful, YouDon't understand, don't fear (feel) me nowI will breathe for the both of usTravel the world, traverse the skiesYour home is here within my heartAnd for the first timeI feel as though i am reborn in my mindRecast as child and mystic sageWho wouldn't be the one you love?Who wouldn't stand inside our love?And for the first timeI'm telling you how much i need and bleed forYour every move and waking sound in my timeI'll wrap my wire around your heartand your mindYou're mine forever nowWho wouldn't be the one you love and live for?Who wouldn't stand inside your love and die for?Who wouldn't be the one you love?" Pumpkins

Coração cheio.
Incrível essa sensação de ter uma vida toda nas mãos.
De ter toda a possibilidade de felicidade nas mãos.
Aproveito este meu coração cheio: ele que costuma sempre ter muitos vãos.
Está aí algo que não estou acostumada, plena quase nunca sou. Mas, agora, vai.
Vou e não retorno mais para onde estava, pelo menos não tão cedo.

Brilhante decisão esta, de pensar em mim, e replanejar meu destino. Agora só preciso me destravar por dentro: faz tempo que não me escrevo, faz tempo que não me penso, e fazia tempo que não me reencontrava.
Acostumada que estou a ser perdida, já não me importo mais – mas deveria. Ler sinais de que estou no caminho errado, ou, pelo menos, não sofrer de estar nele. Escolhas complicadas, mas, feitas, enfim.

Aos poucos. Para curtir esse alívio de sair do caos. Essa purificação.
Para curtir essa unidade.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Uma experiência lisérgica, por favor

“Soma is what they would take
when hard times opened their eyes.”

Provoca-se uma dor e abre-se um vazio.
Parti do princípio que virá algo melhor para preencher o que se foi.

... e?

Não tenho resistência à angústia do vazio. Logo se transforma em tédio, e logo, também, perco os ânimos. E o vazio também me leva ao que sou de fato: perdida.
Está aí uma realidade que cansei de enfrentar, uma dor por demais recorrente. Sempre me vejo às voltas dessa mesma questão, e nada consigo resolver.
 
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