Estou esperando por um pouco de sossego. Não sei ao certo quando poderei me sentir aliviada e confortável novamente, mas nada posso fazer além de ter um pouco de confiança no futuro.
Ainda não fui capaz de aproveitar as minhas conquistas. Creio que terei bastante tempo para comemorar: prefiro acreditar que posso comemorar de hoje em diante, e hoje me dar ao luxo de poder ficar um pouco triste, um pouco aflita, e me poupar da angústia de me culpar por ser angustiada.
E, realmente, as coisas por aqui estavam calmas demais, e esse não é o meu destino. Sou do tipo que precisa sempre de movimento para valorizar a paz, pois normalmente eu não consigo valorizá-la como eu deveria. Me acostumei com o tumulto que sempre me cerca, e também me acostumei a ver o silêncio como algo distante e parte do passado.
Eis que eu descubro que preciso, sim, deste silêncio novamente. Nem que seja com data para começar e terminar, mas meus músculos e pensamentos precisam de sossego, definitivamente. Não tem sido fácil lidar com tudo.
Espero impaciente pelo momento em que respirarei fundo e dormirei sem preocupações me incomodando nos sonhos. Ou pelo momento em que acordarei e me sentirei livre de tantos problemas, e poderei, enfim, sorrir.
Não é fácil exercer o otimismo. Para mim, angustiada como sou, ser otimista é uma tarefa árdua e que preciso vigiar o tempo todo, pois me derrubo fácil. Não sou das pessoas mais simples, e tem feito parte da minha complexidade ser uma otimista angustiada.
Paradoxos que são um prato cheio para a escrita.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
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