O subtítulo deste blog é uma frase linda (como sempre) da Clarice: "Liberdade é pouco. O que eu desejo não tem nome."
Hoje me dei conta que, pode não ter um nome, mas pode ter uma definição.
O meu desejo sempre começa na liberdade. O meu conceito de liberdade é ser o que eu quiser ser, e, pelo fato de eu poder ser o que eu quiser, ter espaço para me descobrir como eu realmente sou. Liberta do que os outros querem, esperam, projetam ou temem. Liberta do meu medo de não ser amada ou aceita. Começo daí. O que não é pouco.
Eu quero continuar sendo corajosa. Mas, se um dia eu parar de me estranhar, e se um dia eu parar de estranhar o mundo, qual a graça? Quero continuar ficando perplexa, e com medo, e vencendo esses medos, e descobrindo até onde posso ir. Quero continuar perguntando, e não quero nunca achar que o mundo não é grande. Gosto que seja grande, e assustador, e lindo. É o que me move.
Tenho em mente o tipo de mulher que desejo ser. O tipo de pessoa. Mas, se um dia eu me tornar isso, não quero perceber. Quero continuar pensando que não sou. Quero continuar buscando a coragem, como se ela não fosse parte de mim.
Dentro deste meu desejo, penso quem eu quero ao meu lado, quem pode estar ao meu lado e me acompanhar. Em termos de amor. Tem que ser alguém que também fique perplexo. Que sente ao meu lado, no alto de uma montanha, olhe para as estrelas e fique em silêncio, como eu, pensando como o mundo é grande. E que tenha a coragem de encarar o céu incendiado de estrelas e ser engolido por uma vontade de viver tão impressionante que parece que seremos esmagados. Mas não seremos, o meu amor e eu, saberemos ser pequenos no meio do Universo.
E, hoje, se me perguntar qual é a minha coragem, é de saber onde está e quem é este amor, mas não poder alcançá-lo. Esta é a minha “perplexidade do dia”.
Lembrete para mim mesma: viajar o mundo.
“... nunca mais poderia começar a ser livre sem se lembrar do medo que agora sentia.” Clarice, em “A Maçã no Escuro”
Hoje me dei conta que, pode não ter um nome, mas pode ter uma definição.
O meu desejo sempre começa na liberdade. O meu conceito de liberdade é ser o que eu quiser ser, e, pelo fato de eu poder ser o que eu quiser, ter espaço para me descobrir como eu realmente sou. Liberta do que os outros querem, esperam, projetam ou temem. Liberta do meu medo de não ser amada ou aceita. Começo daí. O que não é pouco.
Eu quero continuar sendo corajosa. Mas, se um dia eu parar de me estranhar, e se um dia eu parar de estranhar o mundo, qual a graça? Quero continuar ficando perplexa, e com medo, e vencendo esses medos, e descobrindo até onde posso ir. Quero continuar perguntando, e não quero nunca achar que o mundo não é grande. Gosto que seja grande, e assustador, e lindo. É o que me move.
Tenho em mente o tipo de mulher que desejo ser. O tipo de pessoa. Mas, se um dia eu me tornar isso, não quero perceber. Quero continuar pensando que não sou. Quero continuar buscando a coragem, como se ela não fosse parte de mim.
Dentro deste meu desejo, penso quem eu quero ao meu lado, quem pode estar ao meu lado e me acompanhar. Em termos de amor. Tem que ser alguém que também fique perplexo. Que sente ao meu lado, no alto de uma montanha, olhe para as estrelas e fique em silêncio, como eu, pensando como o mundo é grande. E que tenha a coragem de encarar o céu incendiado de estrelas e ser engolido por uma vontade de viver tão impressionante que parece que seremos esmagados. Mas não seremos, o meu amor e eu, saberemos ser pequenos no meio do Universo.
E, hoje, se me perguntar qual é a minha coragem, é de saber onde está e quem é este amor, mas não poder alcançá-lo. Esta é a minha “perplexidade do dia”.
Lembrete para mim mesma: viajar o mundo.
“... nunca mais poderia começar a ser livre sem se lembrar do medo que agora sentia.” Clarice, em “A Maçã no Escuro”