domingo, 27 de setembro de 2009

[heartache]



Cuidado para não pisar nos meus cacos que estão pelo chão.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

High and Dry

Dia de muitas elaborações.

Curioso como eu me sinto desconfortável quando eu coloco meus desejos diante dos Outros. Hoje, percebi claramente o motivo dessa minha dificuldade: este tipo de atitude é tida como "agressiva".

Interessante notar no discurso que defender meus desejo é algo como um ataque. O Outro, que me coloca na posição de Objeto, se sente ameaçado quando eu lhe mostro que sou dona de mim. Por alguns instantes, quase caí neste papel - pois esta carapuça vem me servindo ao longo dos anos - mas hoje, enfim, começo a me colocar em outra posição.

Se eu não mudar a posição em que me coloco, o Outro também não mudará a posição em que se e me coloca. Prefiro que seja eu a iniciar essa dança das cadeiras, logo eu, que adoro movimentar o mundo, apesar da angústia.

Hoje também ouvi e pensei bastante a respeito de renúncias. Para mim fica cada vez mais claro que os caminhos estão marcados: um que passou por aqui disse que não, o outro ouviu e repetiu o não, e assim todos caminham esperando obter as mesmas respostas do mundo - ou, na minha crença, do Universo.

Mas comigo, não. Eu acredito que posso receber outras respostas da vida, e arrisco-me a tentar alcançar um estado de plenitude xyz. Claro que este estado talvez represente plenitude somente a mim, e eu espero, de fato, que seja assim. Prefiro um caminho solitário e mal compreendido do que um que não reflita a minha essência.

E se a minha essência é tão paradoxal, me resta encontrar um caminho que também o seja. Não que eu não reflita a respeito do que as pessoas me dizem, mas também assumo que vez ou outra tais palavras não ecoam dentro de mim.

Não deveria ser revolucionário tornar-se um Sujeito, mas é. Dia de muitas elaborações.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sem vírgulas

Meu pensamento caminha sem vírgulas, pontos, sequer exclamações. É uma sucessão de raciocínios que se entrelaçam (aparentemente) sem nenhuma conexão lógica. Eis minha tentativa de ordená-los em direção a algum qualquer insight.

1. Construir meu próprio espaço tem sido uma experiência única. Pela primeira vez, sinto domínio sobre as minhas escolhas, desde as menores até as mais relevantes e determinantes do que sou de fato. Me vejo, nesta construção, e avalio se ela está de acordo com a minha essência. Por enquanto, está em obras – a construção, não a essência, pois esta já foi descoberta.
2. Me habituar com o novo espaço tem sido tarefa digna de diversas notas mentais sobre melancolia, Mas, quer saber? Nada disso, por hoje. Sempre me haverá tempo para ela, enquanto que, para a alegria mansa, reservo pouco de mim.
3. Percebi que houve um arrependimento por algumas escolhas feitas. Em seguida, parei para pensar que o meu arrependimento, na verdade, era só uma defesa lógica para que eu não sentisse medo. E, hoje, resolvi assumir que, sim, estou com medo, e isso não me torna uma pessoa menor do que sou. Também resolvi assumir que, na verdade, não me arrependerei, mas devo ter a coragem de enfrentar todo o sofrimento que envolverá essa elaboração.
4. Por que sinto tanta dificuldade de me ver de uma outra forma? Há tantas pessoas que me enxergam como eu gostaria de ser, e se já o sou, por que não me aproprio disso?
5. Por que sempre acho que os Outros (olha o Lacan aqui mais uma vez) podem afetar os meus desejos, como se eles sempre estivessem fora do meu controle? E, mesmo que estejam, por que não posso (com)viver com isso?

Minha cabeça se divide a tentar responder estas duas perguntas. Se é que elas são passíveis de resposta por mim, neste momento.

Quando as coisas fogem do meu controle, é quando mais sinto angústia. E quanto mais angústia eu sinto, mais sei que estou perto de alguma descoberta que me modificará. Pelo que sinto hoje, estou no meio do caminho: sei que dias mais complicados virão pela frente, e me preparo heroicamente para encará-los.

Todo este caos não é nada além do que produto das minhas escolhas, e as escolhas nada mais são do que produtos de mim mesma.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Mente vs. Coração

Hoje estou dividida em duas. Posso ser um enorme coração apertado ou uma cabeça bem resolvida, e de certeza nenhuma me vanglorio além daquela de saber que nada posso afirmar.

A razão me diz que estou me tornando alguém maior, e que devo aproveitar o retorno de muito esforço feito. A razão também me diz que devemos sempre estar prontos para o que a vida pode oferecer, e que o que diferencia alguém ordinário de alguém extraordinário é a capacidade de aproveitar o que o Universo nos manda. A razão me mostra que estou cada vez mais perto de uma liberdade inigualável, tanto de mim em mim mesma, como de mim no mundo.

Mas, a emoção. Esta tem me devorado, como aconteceu durante muitos anos. A emoção me diz que eu vejo a mesma história se repetindo, e que mais uma vez desempenho nobremente meu papel em “O Patinho Feio”. A emoção também me diz que estou insegura e com medo de ter meu posto esquecido, substituído, traído, deixado de lado. A emoção me diz que estou sempre abaixo, sob a sombra, em segundo plano. Além da dor de perder pessoas muito queridas.

Não sei o que será de mim nesta experiência. Estou diante de uma imensidão realmente desconhecida. Não posso negar que estou assustada, e não sei se arrependida. Há tanto o que percorrer que só espero que o Universo tenha realmente entendido minhas mensagens.
 
AT Wireless
Cell Phones