Psicóloga.Filósofa.Pagã
“Deus transforma caos em cosmos.”
Não acredito neste Deus cristão (parece até frase de música do Legião Urbana). Esta imagem de um Deus que pune seus “súditos” pelos pecados cometidos e que faz uma série de exigências para que se alcance o “paraíso” não me convence. Não acredito que em Deus possa existir regras, normas, leis ou qualquer coisa do gênero – para mim Deus é a vida, o universo, o que existe e o que não sabemos se existe, uma energia universal que nos aponta caminhos – e que pode, vez ou outra, nos dar uma inspiração, um insight, sobre algo que deveríamos fazer para sermos mais felizes. Não tem forma, e, na verdade, só tem um nome porque nós, homens, precisamos nomear as coisas. Não tem cor, luz, nada: apenas existe, e pode-se senti-lo, ou não. Depende da visão de mundo de cada um. Conseqüentemente, não acredito nas religiões: não vejo sentido em como uma pessoa, representada como mais sábia ou mais evoluída, pode me dizer o que devo fazer para conquistar x,y,z – o que você tem que eu não tenho para que você tenha o direito de me regrar? Ninguém tem este direito: somos apenas seres humanos, animais como os demais, com necessidades não tão civilizadas e hábitos não tão inteligentes. Um conjunto de regras estabelecido com fins sociais, políticos, econômicos – só depende da época. Quem segue, pode até ter boas intenções, mas, quem determina, garanto que não – existe muito mais sujeira no mundo do que somos capazes de (querer) enxergar. É um pouco de Teoria da Conspiração, é verdade, mas nisso, sim, eu acredito (também a meu modo).
Depois, passo para a segunda parte da frase: transformar caos em cosmos. Vendo Deus como eu vejo (totalmente pagão), me conforta pensar que a Vida, de um jeito ou de outro, dá um jeito. Existem certos momentos que eu sinto que nada posso fazer, e, até, que nada devo fazer, e apenas espero as coisas se arrumarem cada qual em seu encaixe, sem sentir angústia, pressa ou incômodo. É uma espera mansa – o que me assusta mesmo é esta mansidão, não estou acostumada com tranqüilidades. E esta sensação sempre aparece quando nada mais faz sentido, quando todas as opções já foram descartadas e sobrou só o nada: é bem verdade que o caos surge do nada. Para mim, pelo menos, é assim. É exatamente no nada que eu sinto que eu tenho que esperar, uma coisa superior, uma energia, chegar e organizar o caos, transformando-o no cosmos.
Vou parecer um pouco mais doida do que já sou ao dizer isso, mas eu sempre gostei muito de Física Quântica: é uma explicação científica dessas bobagens que digo. A energia, o nada, a mecânica do universo – acho lindo! Minha “religião” é mais ou menos assim: essa trombada de Física Quântica com Hinduísmo. Maluquices de uma psicóloga que adora filosofar.
Ando com vontade de ler filosofia: será que é uma vontade de encontrar iguais nesse mundo grande? Eu e me busca por pertencer, mas aí já é outro assunto.
“Deus transforma caos em cosmos.”
Não acredito neste Deus cristão (parece até frase de música do Legião Urbana). Esta imagem de um Deus que pune seus “súditos” pelos pecados cometidos e que faz uma série de exigências para que se alcance o “paraíso” não me convence. Não acredito que em Deus possa existir regras, normas, leis ou qualquer coisa do gênero – para mim Deus é a vida, o universo, o que existe e o que não sabemos se existe, uma energia universal que nos aponta caminhos – e que pode, vez ou outra, nos dar uma inspiração, um insight, sobre algo que deveríamos fazer para sermos mais felizes. Não tem forma, e, na verdade, só tem um nome porque nós, homens, precisamos nomear as coisas. Não tem cor, luz, nada: apenas existe, e pode-se senti-lo, ou não. Depende da visão de mundo de cada um. Conseqüentemente, não acredito nas religiões: não vejo sentido em como uma pessoa, representada como mais sábia ou mais evoluída, pode me dizer o que devo fazer para conquistar x,y,z – o que você tem que eu não tenho para que você tenha o direito de me regrar? Ninguém tem este direito: somos apenas seres humanos, animais como os demais, com necessidades não tão civilizadas e hábitos não tão inteligentes. Um conjunto de regras estabelecido com fins sociais, políticos, econômicos – só depende da época. Quem segue, pode até ter boas intenções, mas, quem determina, garanto que não – existe muito mais sujeira no mundo do que somos capazes de (querer) enxergar. É um pouco de Teoria da Conspiração, é verdade, mas nisso, sim, eu acredito (também a meu modo).
Depois, passo para a segunda parte da frase: transformar caos em cosmos. Vendo Deus como eu vejo (totalmente pagão), me conforta pensar que a Vida, de um jeito ou de outro, dá um jeito. Existem certos momentos que eu sinto que nada posso fazer, e, até, que nada devo fazer, e apenas espero as coisas se arrumarem cada qual em seu encaixe, sem sentir angústia, pressa ou incômodo. É uma espera mansa – o que me assusta mesmo é esta mansidão, não estou acostumada com tranqüilidades. E esta sensação sempre aparece quando nada mais faz sentido, quando todas as opções já foram descartadas e sobrou só o nada: é bem verdade que o caos surge do nada. Para mim, pelo menos, é assim. É exatamente no nada que eu sinto que eu tenho que esperar, uma coisa superior, uma energia, chegar e organizar o caos, transformando-o no cosmos.
Vou parecer um pouco mais doida do que já sou ao dizer isso, mas eu sempre gostei muito de Física Quântica: é uma explicação científica dessas bobagens que digo. A energia, o nada, a mecânica do universo – acho lindo! Minha “religião” é mais ou menos assim: essa trombada de Física Quântica com Hinduísmo. Maluquices de uma psicóloga que adora filosofar.
Ando com vontade de ler filosofia: será que é uma vontade de encontrar iguais nesse mundo grande? Eu e me busca por pertencer, mas aí já é outro assunto.
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