A indiferença é o que me provoca as feridas.
Ao longo de toda a minha vida.
"You don't, you don't, you don't see me at all..." A Perfect Circle
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Until the end of everything at all
“When i'm at the pearly gates This'll be on my videotape My videotapeWhen mephistopholis is just beneath And he's reaching up to grab meThis is one for the good days And i have it all here In red blue green In red blue greenYou are my centre when i spin away Out of control on videotape On videotape On videotape On videotapeThis is my way of saying goodbye Because i can't do it face to face I'm talking to you After it's too lateFrom my videotapeNo matter what happens now I shouldn`t afraidBecause i know today has been The most perfect day i've ever seen.” Videotape - Radiohead
Acho um pouco estranho lidar com situações fadadas ao fim.
Mesmo sabendo que nós mesmos estamos sempre fadados ao fim.
Houve a demora em perceber que haveria mesmo um inevitável ponto final. Doeu essa percepção, tão fundo e tão agudo. Mas me nascem vários calos no coração diariamente, e este será só mais um, sobreviverei a ele como sobreviverei aos muitos que ainda virão. Esses calos são o meu mistério.
Difícil sair de um mundo de fantasia e cair (literalmente) na realidade. Quanto maior o vôo, maior a queda, e hoje reconheço que andei mesmo voadora demais.
Mas é que era tão doce.
Depois de castrar minhas próprias asas, havia duas decisões a serem feitas: abandonar antes do fim ou aproveitar antes do fim. Claro que decidi por aproveitar tudo: esta sou eu.
Hoje, vem essa estranha vontade de chorar, não de tristeza, mas de uma melancolia estranha: devoro e não esqueço nem por um segundo que aquilo tudo não será meu, e deverei renunciar, a despeito do quanto sou feliz naquilo. É nesse momento que vem um choro engasgado subindo pela garganta – preciso esconder.
Você não imagina como sou feliz naquele momento. E viva. E totalmente desconhecida a mim. Gosto desse eu dali, e gosto muito mais do que eu deveria.
Mas é que é tão doce.
Assumi para mim mesma. Há verdades complicadíssimas de serem percebidas, e são sempre aquelas impossíveis de serem escondidas.
Em breve assumirei ainda mais. Assim, sem nenhum propósito (aparente).
Porque eu não sei me colocar razão, mesmo quando sei que tenho tudo a perder e nada a ganhar. Nem isso me faz desistir.
Direi: Mas é que foi tão doce.
E terá valido cada segundo.
Acho um pouco estranho lidar com situações fadadas ao fim.
Mesmo sabendo que nós mesmos estamos sempre fadados ao fim.
Houve a demora em perceber que haveria mesmo um inevitável ponto final. Doeu essa percepção, tão fundo e tão agudo. Mas me nascem vários calos no coração diariamente, e este será só mais um, sobreviverei a ele como sobreviverei aos muitos que ainda virão. Esses calos são o meu mistério.
Difícil sair de um mundo de fantasia e cair (literalmente) na realidade. Quanto maior o vôo, maior a queda, e hoje reconheço que andei mesmo voadora demais.
Mas é que era tão doce.
Depois de castrar minhas próprias asas, havia duas decisões a serem feitas: abandonar antes do fim ou aproveitar antes do fim. Claro que decidi por aproveitar tudo: esta sou eu.
Hoje, vem essa estranha vontade de chorar, não de tristeza, mas de uma melancolia estranha: devoro e não esqueço nem por um segundo que aquilo tudo não será meu, e deverei renunciar, a despeito do quanto sou feliz naquilo. É nesse momento que vem um choro engasgado subindo pela garganta – preciso esconder.
Você não imagina como sou feliz naquele momento. E viva. E totalmente desconhecida a mim. Gosto desse eu dali, e gosto muito mais do que eu deveria.
Mas é que é tão doce.
Assumi para mim mesma. Há verdades complicadíssimas de serem percebidas, e são sempre aquelas impossíveis de serem escondidas.
Em breve assumirei ainda mais. Assim, sem nenhum propósito (aparente).
Porque eu não sei me colocar razão, mesmo quando sei que tenho tudo a perder e nada a ganhar. Nem isso me faz desistir.
Direi: Mas é que foi tão doce.
E terá valido cada segundo.
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