quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Frase do Dia
Clarice Lispector
terça-feira, 24 de agosto de 2010
A sacola
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Pequeno protesto que não mudará o mundo
domingo, 1 de agosto de 2010
Coragem: força do coração
From the rooftops I remember
There was snow white snow."
Violet Hill - Coldplay
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Crônica de um dia perfeito



quinta-feira, 1 de julho de 2010
Moksha
Era de noite e o jardim era lindo. Destes jardins que tem-se uma vontade imensa de ser uma planta, só para ter o privilégio de ali passar o dia inteiro, pelo resto da sua existência de planta. E o céu, ah! o céu, com todas aquelas estrelas prontas para te engolir, brilhando tão pacíficas acima das cabeças tão atormentadas. Porque ali, no alto azul-escuro do céu, não há nada com o que se preocupar.
Era ali que ela queria estar: dentro do azul-escuro do universo. E era aquilo que ela sempre desejara ser: uma estrela, branca e fria, silenciosa e pacífica.
A música começou a tocar de repente, mas não assustou os bichos. Nem as plantas. Era a música representando o interior dela, e ela e a música eram a mesmíssima coisa. Ela dançava, enrolada em panos brilhantes de cetim, e os seus movimentos eram exatamente os mesmos da música e dos panos, e tudo convergia para uma só harmonia.
Via-se seus pés descalços por baixo dos panos, lindamente arrematados por uma tornozeleira de ouro.
A música crescia. Nessas melodias que as notas ficam cada vez mais altas, e sentimos como se o nosso próprio coração estivesse expandindo, deixando a luz entrar, deixando o som entrar. A música crescia para o céu, querendo alcançar o azul-escuro.
Os movimentos dela ficavam cada vez mais ricos, e mais incompreensíveis. E a incompreensão se dava do corpo para o próprio corpo: como expressar essa sensação de expansão da alma, do coração, se a mente não está mais aqui?
Percebia-se, pela dança e pelo olhar dela, que ela já não estava mais ali. Aliás, ela nunca estivera tanto ali. E por isso mesmo eu a perdia de segundo a segundo.
De repente, no meio do escuro daquela noite tão (noturna?) a roupa dela mudava de cor. Começou azul clara. Com o primeiro crescendo da música, tornou-se azul escura. E, depois, roxa, de um roxo mais lindo que eu já havia visto na vida. Um roxo que doía de tão sou-roxo-e-gosto-disso. No segundo crescendo da música, o pano descia em tons de roxo, laranja, terminando em amarelo – se você já viu alguma vez uma foto de uma nebulosa, saberá do que estou falando. Era aquilo.
Ela estava se tornando uma estrela.
E foi então que, ao redor dela (enquanto ela continuava dançando) surgiu uma poeira. Uma poeira de universo, de estrela. Brilhante, e muito fugidia: você achava que havia visto um determinado tom de laranja, mas um segundo depois era rosa. Ou seria azul agora. Impossível de apreender. Impossível de controlar. E ela continuava dançando bem no centro dessa poeira, e você não saberia dizer se ela estava no meio dela ou se ela era a própria poeira. Eu concluí que era ela quem estava produzindo aquele espetáculo: saía de dentro do coração dela.
Mais um crescendo da música. E uma pausa.
Segundos densos de um silêncio de cerimônia religiosa. Mais que isso. Silêncio de algum encontro muito importante, e totalmente fatal. E ela, só então, parou. Como se tivesse ouvido um chamado, que só ela fora capaz de perceber. E olhou para cima. Para o azul-escuro do universo – o chamado vinha de lá.
A música recomeçou com um vento. Um vento não-transparente, um vento-branco. E desse reinício mágico, as estrelas desceram, penduradas por cordas fininhas e quase imperceptíveis. Ela agarrou-se a cada corda, com a estrela pendurada na ponta, e dançava por entre as cordas e por entre as estrelas exatamente como fazem os artistas de circo com seus tecidos. Subindo, desenrolando, descendo. E aquele magnífico movimento de suas pernas e de seus panos.
As cordas, as estrelas e ela mesma começaram a girar. No ritmo da noite. E uma luz branca surgiu do meio do seu peito: e então veio aquela sensação de que era aquilo que estávamos esperando que acontecesse. Como se, desde o começo, todos soubessem que aquele era o auge do espetáculo. A luz branca era mais branca que as estrelas, e fazia um contraste lindo com sua roupa do roxo para o amarelo, e a poeira, e a noite muito preta a essa altura. A noite havia se apagado para que ela, só ela, brilhasse.
Do alto da noite, lá do meio da noite, a luz branca subiu de encontro a uma estrela muito grande. Essa estrela, uma estrela-mãe, não estava lá. Ela estava no camarim, esperando pelo momento certo de acontecer. Eu senti como se ela, a estrela, tivesse abraçado ela, a mulher. Com seus panos e pernas e movimentos no meio da dança.
Ela, a mulher, era puxada pela luz branca que saía do seu peito. As estrelas continuavam calmamente penduradas em suas cordas, balançando ao vento e no meio da poeira colorida. E ela foi subindo, até que, no tempo exato de piscar meus olhos, ela não estava mais lá.
Como se nunca houvesse existido.
Mas, em seu lugar, havia uma estrela, das mais lindas que já existiram. Senti como se o universo todo tivesse se curvado para olhá-la: tinha as mesmas cores de seus panos, e a poeira tinha sido absorvida.
As cordas subiam devagar, como se houvesse algum contra-regra puxando-as e terminando o espetáculo.
E, em outro piscar de olhos, a estrela-bonita também sumira.
E a noite me engolia com seu silêncio, e eu mergulhado em minha perplexidade.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Não tem nome
Hoje me dei conta que, pode não ter um nome, mas pode ter uma definição.
O meu desejo sempre começa na liberdade. O meu conceito de liberdade é ser o que eu quiser ser, e, pelo fato de eu poder ser o que eu quiser, ter espaço para me descobrir como eu realmente sou. Liberta do que os outros querem, esperam, projetam ou temem. Liberta do meu medo de não ser amada ou aceita. Começo daí. O que não é pouco.
Eu quero continuar sendo corajosa. Mas, se um dia eu parar de me estranhar, e se um dia eu parar de estranhar o mundo, qual a graça? Quero continuar ficando perplexa, e com medo, e vencendo esses medos, e descobrindo até onde posso ir. Quero continuar perguntando, e não quero nunca achar que o mundo não é grande. Gosto que seja grande, e assustador, e lindo. É o que me move.
Tenho em mente o tipo de mulher que desejo ser. O tipo de pessoa. Mas, se um dia eu me tornar isso, não quero perceber. Quero continuar pensando que não sou. Quero continuar buscando a coragem, como se ela não fosse parte de mim.
Dentro deste meu desejo, penso quem eu quero ao meu lado, quem pode estar ao meu lado e me acompanhar. Em termos de amor. Tem que ser alguém que também fique perplexo. Que sente ao meu lado, no alto de uma montanha, olhe para as estrelas e fique em silêncio, como eu, pensando como o mundo é grande. E que tenha a coragem de encarar o céu incendiado de estrelas e ser engolido por uma vontade de viver tão impressionante que parece que seremos esmagados. Mas não seremos, o meu amor e eu, saberemos ser pequenos no meio do Universo.
E, hoje, se me perguntar qual é a minha coragem, é de saber onde está e quem é este amor, mas não poder alcançá-lo. Esta é a minha “perplexidade do dia”.
Lembrete para mim mesma: viajar o mundo.
“... nunca mais poderia começar a ser livre sem se lembrar do medo que agora sentia.” Clarice, em “A Maçã no Escuro”
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Os tomates
Você vai achar insignificante. Eu sei, soa um pouco ridículo mesmo. Mas os tomates, e o pimentão, tiveram uma representação para mim: consegui dar mais um passo em frente. Faziam 8 meses que eu não cozinhava. Faziam 8 meses que eu não cortava um tomate.
Sentei à mesa, aquela onde você sempre esteve do outro lado. Faziam 8 meses que eu não sentava naquela mesa.
Abri meu livro, desliguei a tevê, e sumi do mundo. Desliguei o celular, e eu estava sem telefone e sem internet, o Universo providenciando para mim um momento de solidão sem desespero. Momento este que foi arduamente construído e elaborado. Como uma peça de jóia.
E esse meu momento foi mesmo uma jóia. Abri um pote de Nutella, comi de colher, sem preocupação. E tomei o vinho, devagar, com calma, querendo que o sono cheguasse no momento certo. Agora não, que estou entretida no livro, e as almofadas finalmente se ajeitaram à minha volta no sofá.
Fazia tempo que não pensava em você desse jeito. Mas hoje pensei. E pensei no amor. Não quero que seja uma fantasia. De que vale a vida sem o amor ou sem a busca por ele?
Chorei com passagens do livro que me lembraram demais quem eu sou.
“... aquele era o momento para eu procurar o tipo de cura e de paz que só podem vir da solidão.” “Eu estava treinando viver sozinha. E essa experiência estava provocando o início de uma mudança interna.”
Também comprei flores. Quero lembrar que a natureza existe, e que eu vim dela e sou parte dela. E, como tudo na natureza, algo morre para algo melhor e mais forte nascer. São ciclos. E eu sinto dentro de mim que estou vivendo um outro, um novo ciclo, colorido e perfumado. Tons mais claros e mais enrolarados. “Talvez a minha vida na verdade não tenha sido tão caótica assim. É apenas este mundo que é caótico e nos traz mudanças que ninguém poderia ter previsto.”
“Sou aquela que passou as primeiras semanas em Roma andando a esmo, 90% perdida e 100% feliz, vendo tudo à minha volta como um lindo mistério inexplicado. Mas é meio assim que o mundo sempre me parece ser.”
“A verdadeira sabedoria fornece a única resposta possível para determinado instante.”
Hoje, a resposta que eu tive foi: abre um vinho e corte tomates.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Recordar não é viver - Lúcia Rosenberg
Isso me faz pensar que é melhor não tentar encontrar no mundo as coisas que guardamos na memória. Essas devem permanecer onde estão - na caixa de lembranças e recordações. Porque a vida continua e o tempo passa transformando tudo. Jamais encontramos aquilo do jeito que nos lembramos – porque nada fica como está, muito menos como era. E isso nem é ruim, necessariamente. É bom cultivar lembranças, mas de nada adianta tentar ressuscitá-las. Fora o enorme risco de decepção quando buscamos encontrar no presente as coisas do jeito que foram guardadas na memória! Ali, parece que cuidamos como num museu – nada acumula pó, não deteriora nem se moderniza. Já sofri com lugares que ficaram velhos e com o contrário disso, também – asfalto, lojas, shoppings, luz elétrica.
Mesmo que alguma coisa muito especial e linda se acabe, é importante saber guardar na memória e seguir a vida atenta ao novo, ao que for importante, aos sinais de vida que a vida dá. Porque o tempo não para mesmo. A vida é cheia de surpresas e a gente nunca sabe qual será a próxima. Se o fim do que era lindo foi inesperado, adiante haverá uma outra surpresa te esperando. Saber deixar ir é maduro e generoso, mas também é esperto, porque o vazio é o único lugar onde as coisas podem acontecer. O velho tem que ir para o novo poder vir.
Tudo no seu devido tempo – no passado, as lembranças vivem como marco trazido para eternizar os momentos importantes, tristes, gostosos, gozosos. Recordar não é viver, é reviver. Viver é no presente, onde nos toca escolher, exercer o livre arbítrio e saber o que deixar pra lá. Tudo tem lugar e hora e nada fica parado. Não é preciso aprisionar lembranças preciosas e querer que elas continuem pulsando igual o tempo todo. A vida continua trazendo momentos eternos pra gente lembrar depois – é no presente que a gente pode escolher as lembranças que nos acompanharão no futuro.
E o passeio pelos campos presentes e passados foi tão bom que teremos muito que lembrar, eu e a mana. Viva a vida!"
Lúcia Rosenberg
terça-feira, 15 de junho de 2010
Entre mim e Deus
No fim das contas, sinto de novo que somos só eu e Deus no meu mundo.
"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso." Clarice
segunda-feira, 24 de maio de 2010
As Maravilhas de Cada Mundo
O percurso já comecei dentro de mim, e ali também não será o término, será só uma das conseqüências e um dos destinos que a minha essência irá me levar. O curioso é que a vida toda quis ser livre, e sempre tive medo dessa liberdade: hoje, o medo não está ausente, mas já não me assusta. Muito menos impede.
Essa foi a principal transformação. Essa energia que estava aqui e agora veio de uma vez por todas. E essa transformação ocorreu quando deixei o passado no lugar que ele pertence.
Não desejo mais ter minha vida de antes. Quero outra coisa, outra história, outro roteiro. Também não quero mais quem “não sabe ficar sozinho”. Quando se aprende a ser sozinho, a escolha de quem teremos ao nosso lado é genuína, e o sentimento é real. Do contrário, desculpe, mas me soa ridículo.
Não quero gente pesada.
Não quero gente mal resolvida.
A saudade aparece cada dia menor. Assim como as memórias. Porque estou ocupada demais sendo feliz e vivendo.
Não quero gente que não vive.
Gosto de quem me faz rir. Rir de perder o ar.
Sempre pensei que eu ia juntar os meus pedacinhos, mas não. Joguei tudo fora mesmo. Construí uma nova. Sem rachaduras, sem marcas: sou bela demais para tê-las.
Não quero gente que não me veja como sou. Nem que seja covarde para viver.
No fundo estou onde sempre quis. Me lembrei de muita coisa que eu havia deixado embaixo do tapete. Sonhos, objetivos, desejos, paixões. Sou grata pelo passado, lógico, mas minha história não parou.
Preciso do contato com a natureza, urgente.
Deh,
O Boludinho está com medo do avião. Faz um bilhetinho para ele, tadinho. Mas ele não pode saber que eu te contei, porque ele é corajoso.
“Tenho uma amiga chamada Azaléia, que simplesmente gosta de viver. Viver sem adjetivos. É muito doente de corpo, mas seus risos são claros e constantes. Sua vida é difícil, mas é sua.
Trecho do livro “A Descoberta do Mundo”
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Ela, o Elefante e os Tijolos
Um dia, houve um castelo. Destes com um quê de Disney. Azul e tudo. Mas veio a vida, e deu-lhe um chute. Lá ficou ela, chorando entre as ruínas. Embora um castelo em ruínas tenha seu charme, e mesmo uma certa beleza dramática.
Ela levantou. Viu um sol no horizonte, ainda longe, mas levantou-se. Limpou todo o entulho com força de gente grande – e então tornara-se mesmo uma grande mulher. Apesar do seu metro-e-meio. Com certeza foi a parte mais difícil: ela se viu no meio de um grande vazio.
Respirou fundo. Pegou a força que tinha criado e a multiplicou por dois. Foi trás de tijolos novos. E então um mundo de possibilidades abriu-se à sua frente – haveria coragem de tentar todas elas, até que se visse novamente sorrindo por dentro e em paz. Começou a empilhar novamente os tijolos, mas não construiria um castelo, não outro igual. Construiria outra coisa, ainda sem muita definição.
Encontrou gente. Gente que, como ela, quer ser feliz e aproveitar a vida. Gente que, como ela, acredita na vida e no sol. Gente que ajuda, diariamente, a empilhar os tijolos, fazer mais cimento, testar cores de tinta. A casa dela está pela metade, mas a construção não para por nada.
Veio de novo a vida com suas circunstâncias malucas querendo derrubar sua construção tão arduamente feita. Ela sentou, passou os abraços ao redor dos tijolos, e disse: não.
Como uma criança que defende seu castelinho de areia na praia. Não. Você não vai destruir o que tenho. As minhas conquistas.
E ela não sabe o que quer.
Confusa, não sabe qual caminho escolher. Parada em uma estrada, destas de grama seca e amarela, bem reta e bem comprida. Lá está uma mulher de vestido, tênis, mochila e um elefante de pelúcia nos braços. Não é uma posição de espera: ela não espera, por nada nem ninguém. É uma posição de escolha.
O que antes trazia felicidade e plenitude, transformou-se numa história de terror. Ela foge disso, com seu pequeno coração rachado numa sacolinha. Não, isso não.
Ela quer um romance. Mas não sabe qual. Não tem nenhum roteiro em vista. E a menina afaga o elefante de pelúcia, confortando-o de que haverá uma nova família para eles. Disso não tem dúvidas. Suas famílias sempre foram esquisitas, a próxima deverá ser ainda mais, o que torna tudo um pouco engraçado. Ela quer uma comédia romântica, dessas de final bobo e meloso.
Quem não quer?
Ela decidiu várias coisas. Coisas que não tem a oportunidade de dizer que foram escolhidas, mas nas suas ausências e nos silêncios ficam subentendidas. Está diferente, ela. Diferente não: está ela, genuinamente. Descobriu-se, enfim, e destas descobertas surpreendentes saíram decisões também surpreendentes.
Ela está ali parada, elaborando. O novo horizonte. Os tijolinhos sendo colocados mais rapidamente a cada dia que passa. Não sabe o que quer. Mas isso não dói, porque ela prefere gastar a energia construindo uma casa nova. Para o seu elefante.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Frase do Dia
Caio Fernando Abreu
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Música do Dia
"I don't think that it's gonna rain again today,
There's a devil at your side, but an angel on the way
Someone hit the light, cause there's more here to be seen,
When you caught my eye, I saw everywhere I'd been
And what I go to...
You came on your own and that's how you'll leave,
With hope in your hands and air to breathe
I won't disappoint you as you fall apart,
Some things should be simple, Even an end has a start.
Someone hit the light cause there's more here to be seen,
When you caught my eye, I saw everywhere I'd been
And what I go to...
You came on your own and that's how you'll leave,
With hope in your hands and air to breathe,
You'll lose everything but in the end, Still my broken limbs will find time to mend
More and more people I Know are getting ill
Put something good on the ashes now be still
You came on your own and that's how you'll leave
With hope in your hands and air to breathe,
You'll lose everything but in the end, Still my broken limbs will find time to mend
You came on your own,
That's how you'll leave, x2"
Estou produzindo uma pérola. Fechada como uma ostra, transformando o lixo em jóia.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Frases do Dia
Maybe by Fairytale Belle ♥♡ on Polyvore.com
"É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo. E daí se vai pra onde?"
Tati Bernardi
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Frase do Dia
Caio Fernando Abreu
JOGUE FORA TODOS OS NÚMEROS QUE NÃO SÃO ESSENCIAIS PARA SUA SOBREVIVÊNCIA. ISSO INCLUI IDADE, PESO E ALTURA. Conviva, de preferência, com seus amigos alegres. CONTINUE APRENDENDO, NUNCA DEIXE SEU CÉREBRO DESOCUPADO. Curta coisas simples. Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego. LÁGRIMAS ACONTECEM. AGUENTE, SOFRA E SIGA EM FRENTE. Esteja vivo enquanto você viver. ESTEJA SEMPRE RODEADO DAQUILO QUE VOCÊ GOSTA: FAMÍLIA, ANIMAIS, LEMBRANÇAS, MÚSICA, PLANTAS, UM HOBBY, O QUE FOR. SEU LAR É SEU REFÚGIO. Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda. NÃO FAÇA VIAGENS DE REMORSO. VIAJE PARA A CIDADE VIZINHA, PARA A CASA DE AMIGOS, PARA UM PAÍS ESTRANGEIRO. MAS NÃO FAÇA VIAGENS AO PASSADO. Diga a quem você ama que você realmente ama. Em todas as oportunidades. E LEMBRE-SE SEMPRE QUE: "A VIDA NÃO É MEDIDA PELO NÚMERO DE VEZES QUE VOCÊ RESPIROU, MAS PELOS MOMENTOS EM QUE VOCÊ PERDEU O FÔLEGO: DE TANTO RIR... DE SURPRESA... DE ÊXTASE... DE FELICIDADE".
quarta-feira, 5 de maio de 2010
25

Mas, então, houve um sábado de sol. Um sol que brilhou de dentro de mim, aquecendo meu coração, que estava encolhido de frio em um canto do meu corpo. E este meu coração me disse: estou pronto para virar a página! E umedeceu com os lábios a ponta dos dedos.
Hoje, na iminência do meu aniversário, parei para analisar o que tenho para comemorar. Me fiz a fatídica pergunta: o que me faz feliz hoje?
- Meus amigos. Estão sempre segurando minha mão, mesmo quando estou bem. Aquela sensação de conforto (nunca antes obtida fora de ti) o Universo me trouxe de outro jeito. Inesperado para quem sempre se achou tão dispensável. Minha sensação de família.
- Tenho meus prazeres cotidianos indispensáveis: ler, caminhar ouvindo música, assistir um filme, fazer nada, fazer tudo. Meu maior prazer diário é VIVER. Sempre aberta para o que o Universo me der.
- Andar no sol ameno de uma manhã de outono. Sentir cada segundo batendo na minha pele. A vida está ali! Coração, a vida está ali! Vê?
- Os nãos que digo. Um não pode ser libertador. Me define. Me mostra: sou forte. Sou forte! Enfim consegui ser o que eu queria.
- Conversar com a noite. Todas as noites, olho para a Lua e para as estrelas, digo minhas elaborações e sempre - sempre! - acredito: o sol brilha de novo. Está lá todos os dias, e só o que vale a pena é isso: o lado DELICIOSO de estar aqui.
Tive um dia difícil mas, em outras épocas, me verias chorando. Mas estou sorrindo! Quero testemunhas: do que me tornei. Quero acreditar neste sonho, o sonho de ser uma grande e linda borboleta laranja.
Borboleta que olha para frente.
Há flores logo ali adiante.
E outras borboletas lindas que me fazem companhia.
Queridos, agradeço vocês por terem caminhado comigo no meio da escuridão. Passou. Passou. Estamos todos juntos sob o sol.
domingo, 2 de maio de 2010
Inteira
Meu coração decidiu ser forte, ainda mais forte, do que já foi um dia.
Há um tempo atrás, eu não veria possibilidades de ser feliz. Hoje, após alguns dias agradáveis, na presença de pessoas que realmente querem meu bem e valorizam quem eu sou, além de terem a alma repleta de vontade de viver, não só vejo a possibilidade como me percebo sendo feliz.
Dentro de mim nasceu a convicção de que construirei meu caminho ao caminhar. De mãos dadas com quem me faz enxergar a enorme beleza da vida, a luz, e me assegurando que o sol sempre volta a brilhar. Sempre. Sempre.
Fecho meus olhos e me revejo caminhando pelo parque. O som da natureza, dos cachorros, dos patos, das pessoas passeando. Todos em comunhão com a vida. Todos renascendo e se recriando a partir das cinzas. E ali estou eu: inteira.
Sim, inteira. Decidi que sou inteira, no matter what.
Meu aniversário se aproxima. Comemorarei o ano em que me tornei um leão.
“Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.” Clarice Lispector – A Descoberta do Mundo
sexta-feira, 23 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
45 Lições de Vida - Regina Brett
scrito por Regina Brett, 90 anos de idade, em The Plain Dealer,
Cleveland , Ohio
"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que
a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi."
Meu hodômetro passou dos 90 em agosto, portanto aqui vai a coluna mais uma
vez: Regina Brett
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e
familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a
jornada deles.
14 . Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar
nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe; Deus nunca
pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é
por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como
resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde
isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você...
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras 'Em
cinco anos, isto importará?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que
você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa = morrer jovem.
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os
lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos
todos os outros como eles são, nós pegaríamos noss os mesmos problemas de
volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.
Regina Brett
sábado, 13 de março de 2010
Quando sim e quando não
Eu digo não a quem me deixa só. Bravamente enfrento uma enorme solidão, todas as noites e todos os dias, e só reconheço como digno de algo positivo meu quem me dá uma pausa desta terrível solidão.
Eu digo sim a quem é positivo, e sabe ver e falar sobre as coisas lindas que existem na vida.
Eu digo não a quem pensa de mais e realiza de menos. A vida é para ser vivida, e só o que peço da vida é que me traga pessoas que queiram vivê-la ao meu lado.
Eu digo sim a quem descomplica. Não quero aqueles que não sabem da profundeza das coisas, e sim, aqueles que enxergaram esta profundidade e saber ser leves mesmo assim: apesar dos pesares.
Eu digo não a quem não me acompanha. E digo não principalmente àqueles que me negam que eu os acompanhe.
Eu digo sim para quem acredita. Para quem tem esperança. Para quem está perdido e se diverte enquanto não encontra seu caminho. Eu digo sim a estas pessoas, que me fazer crer, nem que seja brevemente, que eu ainda serei feliz.
Eu digo não a quem me coloca em saias justas, a quem me faz sentir desconforto, e sobretudo a quem me faz duvidar de mim mesma.
Eu digo sim para quem sorri com o coração ao me ver. Porque descobri que são as pessoas que fazem a vida valer a pena, e não qualquer tipo de realização, ou de obra.
Eu digo não ao desespero. Eu o sinto, ele vem, me abraça inteira, mas eu repito: não. Eu sou mais forte que isso. Mesmo que eu não acredite, eu sou.
Eu digo sim para quem aprecia uma boa conversa, a troca de energias, pequenos prazeres do cotidiano. Minha vida é construída destes pequenos prazeres, e todos aqueles que já sofreram muito sabem como é.
Eu digo não a quem não está comigo, quando eu preciso. E desculpe-me, mas você tem uma chance. Não tenho tempo a perder com quem não merece meu tempo.
Eu digo sim, todos os dias. E cada vez digo mais. Porque faço um esforço constante de ter pelo quê lutar: não luto por mais ninguém além de mim mesma. Mas luto, pelo fim dos meus choros doloridos. Ou, pelo menos, por uma pausa deles.
Eu digo não. Um não que me faz bem. Que me poupa de sentimentos horrorosos. Que me previne de situações embaraçosas. Que me alerta para o que sou e para o que eu deveria ter.
Tenho dito sim à vida todos os dias. Sei que ela irá me retribuir com um grande sorriso no rosto. Eu mereço. Eu conquisto diariamente o direito de ser a pessoa mais feliz do mundo. Questão de tempo, eu sei.
terça-feira, 2 de março de 2010
one day we’ll disappear into the stars.
Minha vida toda se comprime diante do mundo. Não quero pensar em futuros. Não quero pensar em possibilidades. Carrego nas costas o peso de uma caminhada sem nenhum propósito, e sem nenhuma vontade. Me perco nos meus pensamentos entre lençóis e travesseiros gelados, de um frio que vem de fora e vem de dentro.
Desejo tão enorme-mente que estivesse aqui. Sente o privilégio que tens, em ser assim tão requerido na felicidade de alguém? Um privilégio, ou quem sabe um fardo - talvez isso, hoje, seja para você somente, um fardo. Desejo tanto tê-lo nos meus bons dias e nos meus boas noites, tê-lo nos meus abraços e nas minhas conversas, tê-lo aqui.
Dentro de mim, repasso diálogos, repasso cenas, e tento sentir aquilo: 'estou em casa'. São pedaços de ilusões e de lembranças que me deixam perto de você, porque só tenho isso: pedaços de você. Hoje cheguei em casa e fechei os olhos: revivi quando te recebia com cafés e pães em noites frias, tentando aquecer os teus dias inertes e entediantes. Fechei os olhos bem apertados, sentindo a dor vindo - quando eu os abrisse, estaria ali sozinha, no meio da sala. Nunca mais terei 'estou em casa' sem você.
A minha casa costumava ser no teu ombro direito. Lembra? Tem ali minha tatuagem, para vocêr não esquecer. Não, você não pode ter esquecido de como éramos Um. Simplesmente não pode.
Talvez possa. Talvez seja doloroso assim. Fecho os olhos mais uma vez, e desejo tê-lo aqui na minha cama, na nossa cama. Conversando no meio da madrugada, ouvindo a tua voz aqui de perto, e sentindo o teu calor. Ah! deus, como faz falta teu calor. Meu coração que o diga.
Não posso fazer pedidos, seria inconveniente da minha parte. Sofro, mas sem querer incomodá-lo. Amo-o, ah! como amo, mas sem querer sufocá-lo. Só o que quero é você. E nós. Costumava ser tão bonito, e tão único.
E lembrando-me de quando estivemos na casa dele, te dedico essa frase:
"I love you as certain dark things are to be loved, in secret, between and the shadow and the soul." Pablo Neruda
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Frase do Dia
Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."
Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Frase do Dia
in Água Viva - Clarice Lispector
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Imagem do Dia
domingo, 7 de fevereiro de 2010
♥♥♥
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
A Luta
http://www.youtube.com/watch?v=QQPk6xolLM4&feature=PlayList&p=D3593D3FD041F44C&index=8
In a very unusual way one time I needed you.
In a very unusual way you were my friend.
Maybe it lasted a day, maybe it lasted an hour.
But, somehow it will never end.
In a very unusual way I think Im in love with you.
In a very unusual way I want to cry.
Something inside me goes weak,
Something inside me surrenders.
And you’re the reason why,You’re the reason why
You don’t know what you do to me,
You don’t have a clue.
You can’t tell what its like to be me looking at you.
It scares me so, that I can hardly speak.
In a very unusual way, I owe what I am to you.
Though at times it appears I won’t stay, I never go.
Special to me in my life, Since the first day that I met you.
How could I ever forget you, Once you had touched my soul?
In a very unusual way,You’ve made me whole.
Sim, eu desejo que você seja feliz. Por favor, não duvide disso. Posso parecer fria, mesmo amarga, mas estou somente triste. Não é fácil conviver diariamente com um buraco no meio do peito, e tento ser forte na medida do possível, e mesmo do impossível, porque, sim, eu desejo que você seja feliz. E que eu também seja, um dia.
Com um grande suspiro, encerro mais uma jornada dentro de mim. Eu quero muito lutar por ti e por nós, pela nossa Unidade, e faz parte desta luta não deixar morrer dentro de mim lembranças que arrancam pedaços do meu coração.
Durante cinco anos, fui a melhor pessoa que eu pude a você. Juro que entreguei o melhor de mim. Isso não foi suficiente, assim como o maior amor do mundo (supunha eu, na minha infantil ingenuidade) para superar os problemas. Hoje, me pergunto o que é preciso para que se superem conflitos, se mesmo o amor não basta?
Este é meu último pedido a você. Você já se despediu de mim, e talvez não faça nenhuma diferença se estou ou não na sua vida, mas, para mim, faz. Consegue ainda lembrar de como passávamos horas olhando um nos olhos do outro, deitados em nosso quarto, como se o mundo não existisse? Consegue sentir saudade de nossas conversas madrugada a dentro, em quartas-feiras entediantes e absurdamente normais?
Pela última vez, espero que lembre-se da entidade que formávamos, e de nossa capacidade de nos segurarmos um ao outro nesta realidade que não gostamos. O que vale a pena, na vida, além do AMOR: nada, absolutamente nada.
Jamais somos felizes sem ele. Não importa quão bem ou mal resolvidos sejamos, o mundo simplesmente não gira sem ele.
Meu coração luta por você a cada segundo: não me deixa esquecê-lo tampouco ignorá-lo. Me faz ter vontade de abraçá-lo, como antes, de trocarmos carinhos, palavras, gestos, sorrisos. Cumplicidades que só o amor traz.
Eu desejo, sim, que você seja feliz. Mas não se engane: não existe plenitude sem amor. E é muito mais fácil alcançá-la quando temos quem nos segure a mão na hora de subir as escadas que chegam às estrelas.
Há meses não digo isso - também não penso, e hoje, digo e penso: AMO você. IMENSAMENTE.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Enfim, o sorriso
"Diariamente, noturnamente, abro a janela do meu quarto e espio o teco de Universo que se apresenta à minha visão. Olhando para o Céu e para a Lua penso, eu e os meus botões, o quão além uma essência pode ir sem tirar os pés do chão.
Diariamente e noturnamente, chorei. Com as luzes apagadas, envergonhada de que algum vizinho visse as lágrimas, chorei incansavelmente através do parapeito. Em dias quentes, em dias de chuva, em dias comuns, em datas especiais.
Hoje, aconteceu: abri a janela e sorri. Sorri para o Universo, sinceramente agradecida pelo que eu havia ganho nas noites anteriores. Senti a minha essência alargando-se dentro de mim satisfeita com as minhas conquistas. Eu sorri. Genuinamente.
Hoje, não apaguei a luz do quarto. Queria ser um ponto iluminado no meio da noite, entre tantos pontos escuros, diante de tanta escuridão que houve dentro de mim. Sorri com os novos conflitos que tenho pela frente, e sorri pelas escolhas sábias que ando fazendo.
A lua cheia hoje está mais próxima da Terra. Quis vê-la assim de perto, mas as nuvens impediram. Sorri para as nuvens, e sorri para a Lua.
Olhei a máscara na porta do quarto, e sorri a ela também.
Se me perguntar se estou feliz com o mundo, e, por isso, sorri – responderei que não, não estou. Se me perguntar se estou feliz com os outros, menos ainda. Sorri porque, pela primeira vez em toda a minha pequena existência, descobri o meu valor.
Abri todas as janelas, permitindo ao Universo que o seu vento faça parte da minha casa. Eis o reembolso da minha dor: este momento de alegria mansa.
Faz (quase) cento e vinte dias. Que eu renasci."
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Esperando pelo trem
Sob o Sol da ToscanaTítulo original:Under the Tuscan Sun
Gênero:Drama
Duração:01 hs 53 min
Ano de lançamento:2003
Estúdio:Touchstone Pictures / Tatiale Films
Distribuidora:Buena Vista Pictures
Direção: Audrey Wells
Roteiro:Audrey Wells, baseado em livro de Frances Mayes
Produção:Tom Sternberg e Audrey Wells
Música:Christophe Beck
Fotografia:Geoffrey Simpson
Direção de arte:Gianfranco Fumagalli e Gianni Giovagnoni
Figurino:Nicoletta Ercole
Edição:Arthur Coburn
(Um post todo trabalhado no inglês fluente! rs)
Katherine: It's a nice little villa. Are you going to buy it? Frances: The way my life is currently going, that would be a terrible idea. Katherine: Terrible idea... Don't you just love those?
Frances: Do you know the most surprising thing about divorce? It doesn't actually kill you. Like a bullet to the heart or a head-on car wreck. It should. When someone you've promised to cherish till death do you part says "I never loved you," it should kill you instantly. You shouldn't have to wake up day after day after that, trying to understand how in the world you didn't know. The light just never went on, you know. I must have known, of course, but I was too scared to see the truth. Then fear just makes you so stupid.
Frances: What are four walls, anyway? They are what they contain. The house protects the dreamer. Unthinkably good things can happen, even late in the game. It's such a surprise.
Katherine: Never lose your childish innocence. It's the most important thing.
Martini: Signora, between Austria and Italy, there is a section of the Alps called the Semmering. It is an impossibly steep, very high part of the mountains. They built a train track over these Alps to connect Vienna and Venice. They built these tracks even before there was a train in existence that could make the trip. They built it because they knew some day, the train would come.
Marcello: If you smash into something good, you should hold on until it's time to let go.
Frances: What if this is it? The real thing? Placido: What you speak of is only in fairy tales. Frances: No, it's not! Placido: And how do you know? From personal experience? Frances: No. I looked, and I didn't find it.
Eu vou achar.
Ou, pelo menos, jamais irei permitir que meu coração pare de procurar.
domingo, 24 de janeiro de 2010
The Known Universe
O Universo nada espera de mim a não ser que eu seja viva.
http://www.youtube.com/watch?v=17jymDn0W6U
Pois, como li uma vez em um livro, "olhar p/ horizonte expande a alma."
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Ouviu o som?
Pessoa Y: Quando eu era casado, elogiava minha esposa pelo menos duas vezes por dia.
Eu, pessoa ?: Meu ex-marido também era assim comigo, me elogiava muito.
A conversa continuou, sem que os demais ouvissem o som de mais um pedaço do meu coração que caía naquele instante no chão.
Sempre senti como se tivesse um copinho vazinho no meio do peito. Quando mais nova, costumava escrever no meu caderno (outra época, que meu blog era por escrito e ninguém além de mim mesma lia) que eu tinha um buraco furta-cor. Minha mente às vezes estala em pensar que ele voltou, pois há tempos o improvável tinha acontecido: alguém o tinha curado.
Lembro do momento em que contei pra Ti meu maior mistério: o conteúdo do que eu escrevia. Então soube, naquele instante, que eu estava fadada a você. Nunca erro um pressentimento.
Quando as lembranças vem me machucar sem pedir licença, sinto que a dor que irradia desse centro se espalha por todo o meu corpo, e vai me inundando como se fosse estourar meus órgãos, como se meu corpo não fosse conter. Como pode haver tanto amor. E o meu corpo, num ato de sobrevivência, vai fazendo a dor voltar pro centro, porque percebe - pressente - que irá ruir.
Eu quero fazer algo com este amor. Quero fazer carinho na Tua pele, e olhar nos olhos mais lindos que existem. Quero lembrar de como a Tua pele é branca, e de como éramos um só tantas vezes. Sei que nada disso mais existe em Teu coração, mas não jogarei fora o sentimento mais belo que já houve.
Tentei jogar fora as lembranças, mas só me enganei jogando fora as fotos. Tentei jogar você fora – ainda não consegui. Tento ser feliz, e o máximo que consigo é não-sofrer. Fica aqui um sentimento morno e frágil, que pode desmoronar a qualquer momento.
Como desmoronou com o pequeno diálogo do começo.
Frases (e Imagem) do Dia
"Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei onde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi."
"...não passava de um coração solitário pulsando com dificuldade no espaço."
"De nada sei. Que se há de fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste e um pouco só."
(todas da Clarice)
... E IMAGEM DO DIA

domingo, 10 de janeiro de 2010
Quando o sonho bom é um pesadelo
- Acho que sim, o trânsito está complicado.
- Como sempre.
- Como sempre.
- Preparei um capricho para você essa noite.
- Hum, obrigado.
- Chegue logo, estou com saudades.
- Eu também.
- Nos falamos quando você chegar.
Me ajeitei para o outro lado na cama, me aconchegando por entre as cobertas, feliz com a idéia de que dali há pouco ouviria o barulho característico na fechadura. Adormecendo novamente, uma voz me avisa: ele não volta, esqueceu que ele foi embora?
"A inquietação nascia como de uma certeza de perigo. Porque despertei simultaneamente mulher e humana." Clarice
Acordei, de olhos fechados, desejando desesperadamente que meu sonho fosse verdade, mas não era, Ó Meu Deus, não era, é tão somente um sonho bom que não mais existe.
Eu prefiro morrer, do que ter esse sonho bom outra vez.
(Tentei enfrentar a dor hoje, mas está impossível. Parece que vou morrer dela, e desse vazio. Parece que a angústia irá me engolir, assim como a saudade, e essa ausência que se faz presente o tempo todo. Nem sei o que eu faço. Fico inerte neste desespero.)
What’s the worst that can happen? I flinched. That was definitely the wrong question to ask. I was having a hard time breathing right. Okay, I thought again, what’s the worst I can live through? I didn’t like that question so much, either.Bella Swan, New Moon, Chapter 3, p.59
So much had changed, and so abruptly. It made me feel a little bit dizzy, like I was standing on an edge, a precipice somewhere much too high.Bella Swan, New Moon, Chapter 3, p.60
Where you are is the right place for me.Bella Swan, New Moon, Chapter 3, p.69
The waves of pain that had only lapped at me before now reared high up and washed over my head, pulling me under. I did not resurface.Bella Swan, New Moon, Chapter 3, p.84
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Frase do Dia
Clarice Lispector
domingo, 3 de janeiro de 2010
As palavras
Ontem lia um livro da Clarice enquanto esperava um compromisso e me veio a lucidez: Deixo, aqui, este registro, esperançosa de que um dia tais dores sejam parte da minha história, mas não mais do meu presente.
Decidida que estou a ser feliz e a ser forte, mesmo quando parece impossível e improvável. Aos poucos, minhas cicatrizes se ajeitam dentro de mim, e uma nova eu se constrói.
Introdução
Àquilo que tememos nomear, tememos ainda mais a coisa em si. Portanto, enfrentar as palavras e dizê-las a mim mesma será minha salvação.
“Há coisas que só se aprende quando ninguém as ensina. E com a vida é assim. Mesmo há mais beleza em descobri-la sozinha, apesar do sofrimento.” – Clarice Lispector em A Bela e a Fera
Aqui começa um novo momento. Can you feel it?










