"Something wrong with the world today
I don't know what it is."
Tem dias que eu gostaria de não fazer parte da sociedade. Minha vontade é fugir para algum lugar tranqüilo, longe das pessoas, dos valores estranhos, dos comportamentos ridículos.
Chego ao trabalho e busco me distrair um pouco, antes de começar minhas tarefas. Abro o navegador, e me interesso pelas notícias, saber o que está acontecendo, e essa conexão com o mundo, de certa forma, faz nos sentirmos mais vivos – embora seja ilusório. Em cinco minutos, já estou entediada: perco a conta de quantas vezes li as palavras “ensaio sexy, de biquíni, sensual” e de quantas fotos de mulher fazendo sempre as mesmas caras e bocas passaram pela minha frente.
Meu cérebro já nem registra mais quem é quem ou quem faz o quê. Mas o conceito de Mulher que essas sucessivas imagens tem transmitido, isso sim, para mim fica bem claro. É preciso ter um corpo, e não somente um corpo como uma atitude, e não somente uma atitude como nenhum desejo. Não há contribuição a nada ali. Não existe profundidade, ou necessidade de pensamento, de sentimento, de vontades.
É a noção moderna do desapego: não devemos querer nada em troca, e tampouco temos a responsabilidade de nos doarmos. Pois no fluxo dessa noção de Mulher, surge um Homem assustado face a qualquer tipo de demanda ou responsabilidade.
No fim dessa conta, temos um resultado nulo. Nos tornamos seres humanos tão animalescos. Uma involução. E daí que você usa Twitter e tem um iPhone? Você é tão macaco quanto o próprio.
Soa feminista, eu sei. E um pouco diferente do que costumo escrever. Mas é que ando com nojo das pessoas, da sociedade, (da falta) dos valores. Sim, sou romântica, acredito no amor, busco uma família, quero paz dentro do meu coração, segurança e estabilidade. E não, nem por isso deixo de ser Mulher e querer transar por toda a madrugada.
Mas reservo o meu lado “ensaio sexy, de biquíni, sensual” para quem realmente mereça. E com certeza não é este tipo de Homem moderno irrelevante. Aliás, as pessoas hoje são irrelevantes, a maioria delas.
Sendo assim, hoje é dia de valorizar quem deve ser valorizado. E mando esse recado a quem sabe ser merecedor de lê-lo.
Um comentário:
É a discusão q estava tendo com o pessoal no colegio hj, acho q deus tem q bater meta e começa a mandar um povo inutil aki p/ baixo.
Ou quem sabe p/ fazer uma estatistica: de 100, 80 ñ presta, 11 são burros, 8 são inuteis e a 1 q as vezes se salva. Só se for!!
Tb tenho nojo do q esta sendo criado para o mundo e oq estamos deixando criar.
É aquela necessidade q temos q sair todo o fds e no minimo beijar dois em cada balada, e , como eu te disse uma vez, quando vc chega em casa depois disso: quem te liga? Vale a pena ser tão simples e facil assim?
Se dá vontade, ate vai, mas e essa obrigação? Isso é o nojo, a mulher objeto, a banalização do sentimento...
ai, acho q poderia passar horas discutindo sobre isso. rs*
Mas vou ficar por aki.
Um protesto nunca é inutil, sempre leva alguem a pensar e isso já é uma vitória.
Bjs
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