segunda-feira, 4 de maio de 2009

Dissolução do critério absoluto

Estou sentindo que um novo ciclo começou. Na verdade, é um ciclo que está naquele estágio intermediário entre o término de um e a renovação que virá com o próximo. Esta sensação já me proporciona alívio, e eu espero que continue assim.
Algumas mudanças e percepções se tornaram mais agudas e mais relevantes:

- A medida mais simples daqueles que estão próximos a nós, quando nos percebem com algum problema, é julgar que nos conhece bem. Deste julgamento, obviamente eles inferem conselhos e medidas que estão certos de que devemos seguir. Mas, na realidade, existem dois problemas: 1- você me vê através dos seus olhos, mas não vê o mundo através dos meus e 2- você tem medo de descobrir que eu não sou quem pensa que é.

- Daí me vem outra agudeza: o quão é difícil – senão impossível – que alguém se coloque propositalmente fora de sua zona de conforto. Mesmo que, neste fora, estejam belezas incondicionais de viver. Você achar que eu sou de uma determinada forma, e me fornecer determinados conselhos, é confortável para você, exclusivamente.

- Sempre achei que meus pensamentos são niilistas (às vezes, demais). Não entro no mérito se é uma qualidade ou não, hoje apenas monitoro se minha maneira de ver o mundo e as pessoas me fazem menos ou mais feliz. Mas, algo que percebi claramente, é que: me falta o essencial do início de uma revolução – a convicção. No ser humano, especificamente.

- Agora iniciei minha busca pela convicção. Já tive minha época de busca pelas respostas, e foi o momento em que percebi que a beleza é não ter respostas, nunca. Quem sabe o que me espera nesta próxima busca, e eu espero o melhor dela e de mim.

- Apreciar o inesperado é uma qualidade incrível, mas que se aplica com muita angústia. O coração se aperta, pois não sabe se será machucado no percurso. Requer um exercício não só prático, como de filosofia de vida. Destes exercícios me saem livros e flores.

- Não justificar-se-me. Eu, que estou acostumada, quase se torna uma resposta automática se estou desconfortável. Mas, acostume-se-me: são dias novos, e haverá posturas novas minhas a caminho. O que te deixa no ponto onde comecei: você sabe mesmo quem eu sou?

Como alguém poderia saber, se ainda não divulguei as respostas oficiais.
Como alguém poderia saber, se mesmo eu não acredito em respostas oficiais a esta pergunta.
Eu só peço do mundo que me deixe em paz com ele. E quieta.

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