Esqueci minha bolha em casa. Deveria tê-la trazido e me tornar invisível, pelo menos neste início de manhã. Minha bolha que é à prova de som, à prova de conversas inúteis, à prova deste mundo.
É sempre igual, os assuntos se repetem nesta sucessão interminável de vidas normais demais. Hoje não quero escutar essas conversas vazias, de gente mal-resolvida e comum. Não há nada de novo neste cotidiano.
Acho que esqueci as pessoas interessantes do mundo dentro da bolha, também. Eu deveria ter me esquecido lá, e ter me esquecido de acordar.
As manhãs são sempre muito difíceis, como se eu precisasse me descongelar, ou me refazer.
Tenho certeza de que você, meu amor, ficaria comigo lá. Somos parte da mesma matéria, afinal. Gostaria de vê-lo por aqui para me lembrar de que o autêntico existe.
Estou cansada de clichês.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário