Um brinde ao esquecimento dos pesares.
Um brinde ao esquecimento das frustrações.
Para, quem sabe, acreditar que a vida pode sim me trazer desejos.
E, ainda melhor, acreditar que tais desejos possam acontecer.
Para encontrar a energia de conseguir ir além da realidade. Porque não gosto dela.
Proponho um brinde ao fim do mundo. Onde seria abertamente aceito que se dançasse e se fosse quem gostaria de ser, e talvez eu descubra que já sou assim e apenas não exerço.
Um brinde ao esquecimento completo das minhas rejeições.
E também de todas as possibilidades que nunca foram e nem serão.
Quando não consigo comemorar nada, meu conforto está em ser assumidamente angustiada. É uma escolha, afinal de contas.
E me acredite quando digo que, dentro das escolhas possíveis, é a única que consigo.
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