“... sentia uma dor imutável e calma no peito como se tivesse engolido o próprio coração e o suportasse com dificuldade...” Clarice
O que acontece com a dor, quando passa o tempo? Acaba ou simplesmente ficamos acostumados a conviver com ela como uma parte do nosso corpo?
O que acontece com o amor, quando passa o tempo? Acaba ou fica guardado para usos futuros, reciclagens, algo do gênero?
O que acontece comigo, enquanto o tempo não passa?
Eu e as minhas recaídas nas perguntas. Mania insuportável essa, a minha. Principalmente porque não encontro quem saiba as respostas ou quem me ensine a conviver com as dúvidas. Eu, sozinha, não consigo ir mais longe do que hoje.
O que faço com tantas memórias, que me machucam a cada instante?
O que faço comigo? Nunca estive tão perdida.
Aos meus ouvidos chegam tantas palavras, mas nunca as que preciso.
E sinto tanto medo, de tudo. Tanto.
“... como se se ligasse por uns instantes a si própria tão desaparecida, ao silêncio recolhido e atento, suspirou enfim e lentamente, e olhando em torno ferida e pensativa...” Clarice
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Um comentário:
Voce sozinha é muito forte!
Não tenha medo...
Desculpa nao ser a pessoa que fala as palavras q voce precisa..
Um beijo
P.
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