Ontem me deram uma flor e me disseram que, como era minha, eu poderia coloca-la onde eu quisesse.
Diante da minha tristeza interminável, minha primeira reação foi querer guarda-la em uma caixa que eu nunca mais abrisse, numa tentativa de esquecer todo esse meu sofrimento. Logo a seguir, percebi que seria impossível esquecer tamanha dor, e eu teria que enfrenta-la e ser forte o suficiente para passar por tudo e continuar viva.
Pensando mais um pouco, decidi guardar a rosa dentro do meu coração. Pois mesmo o maior amor do mundo pode ser cruel e conter espinhos. Está aí uma realidade que eu jamais havia enfrentado, pois nunca tinha amado antes. Fui ingênua, e acreditei no mito de felicidade eterna: hoje, sinto todo o meu mundo desmoronando, mas continuo em pé.
Continuo em pé não porque não sinta dor, pois hoje eu sinto toda a dor do mundo. Como se meu corpo e minha mente não fosse capaz de elaborar tanto sofrimento. Como se fosse ser engolida de tristeza. Mas continuo em pé porque acredito na rosa, nas pétalas da rosa, no perfume da rosa, na textura linda e no vermelho, e, por mais que os espinhos estejam entrando no meu coração sem dó, eu ainda acredito que poderei ser feliz novamente.
Eu quero ser feliz com você.
Eu quero ser feliz comigo mesma.
Eu quero ser feliz com os outros.
Hoje, só tento me concentrar nas possibilidades que tenho à minha frente, e seguro a rosa com muito carinho, mesmo com os espinhos cortando as minhas mãos.
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Um comentário:
Façamos a nossa parte para aceitarmos a felicidade nas nossas vidas. Quero vê-la feliz e não só alegre. Eu ainda descubro a solução desse inferno de histeria...rs
O corpo parece não comportar tanta angústia, por isso é importante distribuir toda essa libido perdida (lembra de luto e melancolia?).
Só desejo que nessa situação traumática você possa desmitificar os seus fantasmas e ressignificá-los. Hora de rever as fantasias e ponderá-las...
O "preciso/necessito" é totalmente imaginário, já o "sobrevivo/não morro" é real.
Com vc, sempre.
Amor eterno
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