(Muito o que pensar, muito o que sentir e, o que fazer?)
"Controlling my feelings for too long. Controlling my feelings for too long. Controlling my feelings for too long. Controlling my feelings for too long.
And forcing our darkest souls to unfold. And forcing our darkest souls to unfold.
And pushing us into self destruction. And pushing us into self destruction.
They make me, make me dream your dreams.They make me, make me scream your screams.
Trying to please you for too long. Trying to please you for too long.
Visions of greed you wallow. Rhythms of greed you wallow. Visions of greed you wallow. Rhythms of greed you wallow.
They make me, make me dream your dreams. They make me, make me scream your screams." Muse
Parte 1
Me pego passando pelo conflito clássico do ser humano: escolher. E eu, sempre tão decidida do que quero, estou dividida em vários quereres. Meu desejo é tê-los todos - estudo formas para que isso seja possível.
Mas, claro, me deparo com as consequências. Todas elas implicam em uma renúncia. Perceba: se eu quisesse exercer esta opção, já a tera elegido; o que me aflige é exatamente este desejo incontrolável e que me parece impossível de ser renunciado.
Do que posso ter, do que quero ter e do que preciso ter. Está tudo aqui, mas não tenho idéia de qual combinação me fará eu e me fará viva. Talvez acabe por me afogar para que alguém escolha por mim: não, isso é covarde.
Acredito que, cedo ou tarde, terei que ser hercúlea. Terei que guardar meu desejo é segredo, com o sofrimento inevitável. Claramente sei que isto será inevitável. E fica a questão: aproveito enquanto posso ou reprimo enquanto posso?
Parte 2
Uma ausência pode ser preenchida? E, se for, deixará de ser uma ausência? Uma vez abandonada, se vierem me resgatar, não deixarei de ser uma sobrevivente do abandono: há esta marca irreparável.
Podemos construir um novo futuro, mas te digo que não podemos me dar uma nova condição. Existe, aqui, uma estrutura sobre uma total falta dela, e nisto fui feita.
Esta sou eu. Respeite meu mistério e minha defesa.
Parte 3
Não quero que desistas de mim.
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